Apurações de megavazamentos tem apoio de outros órgãos, afirma Ortunho

O presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Ortunho, disse que a entidade tem apenas o poder de apuração, e não de polícia, quando o assunto envolve vazamento de dados. Por isso, as investigações sobre os recentes megavazamentos conta com ajuda de outros órgãos. A afirmação foi feita no Seminário de Políticas de (Tele)Comunicações, que aconteceu nesta terça-feira, 23.

“Temos a missão de apurar, mas investigação e o poder de polícia, não temos. Acionamos os órgãos, como Polícia Federal e Ministério Público Federal para ajudar no processo investigativo”, afirmou Ortunho. A entidade está apurando os recentes megavazamentos de dados que aconteceram nas últimas semanas. Um envolveu o vazamento de dados pessoais, como CPF, de mais de 200 milhões de brasileiros. O mais recente teve a divulgação de dados telefônicos de mais de 100 milhões de pessoas.

Nova falha da Saúde expõe dados de mais de 200 milhões de brasileiros

Uma nova falha de segurança no sistema de notificações de covid-19 do Ministério da Saúde deixou expostos na internet, por pelo menos seis meses, dados pessoais de mais de 200 milhões de brasileiros.

Não foram apenas pacientes com diagnóstico de Covid-19 que tiveram sua privacidade violada, como ocorreu em outro caso de exposição denunciado pelo Estadão na semana passada. Desta vez, ficaram abertas para consulta as informações pessoais de qualquer brasileiro cadastrado no SUS ou beneficiário de um plano de saúde.

Covid-19: vazamento na Saúde expõe dados de 16 milhões de pessoas

Pelo menos 16 milhões de brasileiros que tiveram diagnóstico suspeito ou confirmado de covid-19 ficaram com seus dados pessoais e médicos expostos na internet durante quase um mês por causa de um vazamento de senhas de sistemas do Ministério da Saúde, revela nesta quinta-feira (26) o jornal O Estado de S. Paulo.

Entre as pessoas com informações expostas estão o presidente Jair Bolsonaro, os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), o governador João Doria (PSDB-SP) e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Vazamento de dados pessoais de 300 mil clientes da Enel

No dia nove de novembro a concessionária de energia, Enel Distribuição São Paulo, divulgou em comunicado oficial o vazamento de dados de 300 mil clientes devido à um ataque hacker. De acordo com a empresa, as informações pessoais vazadas incluem nomes completos, CPFs, números de contas bancárias, endereços, números de telefones, consumo de eletricidade, entre outros. 

A Enel informou também que já estaria realizando um processo de verificação interna, além de contatar autoridades e as pessoas atingidas. O vazamento teria afetados apenas os consumidores da área de Osasco, em São Paulo. 

Prudential do Brasil revela ciberataque e roubo de dados

Seguradora não confirmou a quantidade de clientes que foram afetados, mas que ainda está em processo de notificação

Um ano em que a Lei Geral de Proteção de Dados foi muito discutida devido a pandemia de covid-19, e o home office as pressas e forçado, a seguradora Prudential do Brasil anunciou que teve seus dados roubados por um hacker.

Vazamentos de Dados: Histórico, Impacto Socioeconômico e as Novas Leis de Proteção de Dados

Este trabalho tem por objetivo apresentar um histórico e o impacto socioeconômico de alguns dos vazamentos de dados mais significativos dos últimos anos. Adicionalmente, identificar e discutir as recentes leis de proteção de dados, criadas com o intuito de ajudar a combater o problema de falta de formação e investimentos em segurança da informação, a principal causa desses vazamentos de dados.

[EXCLUSIVO] Site da SPTrans expõe dados sensíveis de quase 37 milhões de usuários do Bilhete Único

Nesta quarta-feira (8), o Olhar Digital recebeu com exclusividade uma denúncia sobre uma falha de segurança que permite a qualquer um obter dados sensíveis – fotos e dados cadastrais como CPF, RG, endereço físico completo, filiação, sexo, telefone, data de nascimento, naturalidade e estado civil – de quase 37 milhões de usuários do Bilhete Único, pertencente à SPTrans, empresa responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo da cidade de São Paulo. 

Exclusivo: Falha de segurança em app expõe dados de clientes da Drogaria São Paulo

Via Revista Fórum – Cleber Lourenço |

Integrantes do grupo hacker Dark Army identificados como “n1n3ty” e “K4MIK4Z”, informaram com exclusividade para esta coluna, que uma falha na segurança dos aplicativos da empresa do grupo DPSP – que é dono da Drogaria São Paulo -, expõe dados de usuários para terceiros há pelo menos um ano.

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Quem precisa de vazamento de dados que já estão disponíveis no processo eletrônico?

Ainda se busca construir no Brasil uma cultura de proteção aos dados pessoais. O tema nunca esteve tão em voga: faz parte da agenda de quase todos os profissionais do Direito. Basta olhar nas redes sociais a avassaladora quantidade de lives, webinários, palestras online e outros arranjos que povoam os dias de quarentena: todo mundo está falando de proteção de dados pessoais, ainda que muitos não saibam do que estão falando. Mas será que alguém já parou para pensar que todo o arcabouço protetivo que se está criando para evitar cruzamento de dados pessoais pode ser ameaçado pelos documentos disponibilizados nos processos eletrônicos?